Sinopse não disponível.
Heinz Forthmann
Uma noite intimista entre amigos no bar Amarelinho, localizado na cinelândia.
Um documentário sobre o legado de Chico Mendes.
Olinda Aparecida Guedes Brasil transformou sua casa num acervo de vidas conforme ela foi coletando roupas e objetos ao longo de doze anos. O brechó fica localizado nas bordas do centro de Florianópolis, uma região decadente da cidade. Uma construção antiga, com cômodos amplos e limpos, mas atravancados com os mais diversos itens. Dona Olinda é a extensão afetiva desse universo público, mas muito particular. Olinda pega do mundo o que o mundo dá e tece tudo isso em emendas de ouro, dando vida à impermanência das coisas.
Para este épico pessoal, Bressane pegou sua ópera omnia e a editou em uma ordem que primeiro segue a cronologia histórica, mas logo começa a retroceder e avançar. Os vários passados – anos 60, 80, 2000 – comentam-se de uma forma que lança luz sobre os temas e obsessões de Bressane, que se tornam cada vez mais aparentes e, finalmente, toda uma ideia de cinema se revela ao espectador curioso e paciente. Bressane irá, a partir de agora, retrabalhar A Longa Viagem do Ônibus Amarelo quando fizer outro filme? Este é o seu último começo? Por que não, pois o eternamente jovem mestre dissidente parece embarcar em uma viagem inaugural a cada novo filme!