Sinopse não disponível.
Renato Pugina
Ali no País das Maravilhas revela a condição dos trabalhadores imigrantes em Paris na década de 1970. É um grito de raiva contra a exploração e o racismo, destacando sem concessões o papel do Estado francês, dos media, do capitalismo e da colonização neste sistema de dominação que esmaga aqueles que o sofrem. Neste ensaio experimental sobre a condição dos migrantes argelinos na França de Giscard em meados da década de 1970, cada escolha estética tem uma motivação política precisa e legível e dá corpo e voz a uma figura totalmente ausente do cinema experimental da época: a do trabalhador imigrante. Abouda é uma das filhas de imigrantes vistas no filme, e não uma simples ativista ao serviço de uma causa, pelo que a emoção do seu gesto experimental, que atira para a cara do espectador, brota de uma ferocidade inscrita no seu corpo, de uma raiva insaciável que habita o seu olhar.
Pais e filhos se reencontram depois de 13 anos separados. Este é o ponto de partida do filme, que acompanha o processo de reconstrução afetiva da família do diretor Marcos Yoshi, atravessada pelo fluxo de migrações entre o Brasil e o Japão, conhecido como fenômeno dekassegui. A história de uma família de descendentes de japoneses dividida entre a necessidade de garantir o sustento e o desejo de permanecerem juntos.
Recentemente chegado em Paris, Souleymane tenta sobreviver entregando refeições de bicicleta. Ao mesmo tempo, ele prepara uma entrevista determinante para a obtenção do asilo e de documentos para poder trabalhar. Mas ele encontra muitas pedras em seu caminho.
O policial Wu Jie está prestes a tirar a própria vida quando o corpo de uma jovem tailandesa chega à costa. Um dedo decepado e um coração desaparecido apenas confirmam que o que parecia um acidente trágico é um assassinato, e evidentemente horrível. À medida que o número de mulheres desaparecidas aumenta, Wu Jie se prepara, afasta seus demônios e, junto com seu colega novato, mergulha no padrão de pistas terríveis e fragmentos de evidências não confiáveis. A consciência de que o assassino pode atacar novamente dá à investigação a tensão de um gotejar de água torturante e incessante