Sinopse não disponível.
Roger Hill
Em um bar, um amigo conta ao diretor Ari Folman sobre um sonho constante que tem, no qual é perseguido por 26 cães ferozes. Através da conversa, eles concluem que a imagem tem ligação com sua missão na 1ª Guerra do Líbano, no início dos anos 1980, quando defendia o exército de Israel. Como Ari nada se lembra do evento, ele passa a buscar e entrevistar seus velhos companheiros da época.
É 1948. Farha, uma menina de 14 anos, filha de um mukhtar, o chefe da vila. Com os ingleses saindo do país, bombas israelenses chegam a sua vila e seu pai a tranca no porão da casa, prometendo a voltar assim que puder. Enquanto olha pelas rachaduras e espera pelo pai, ela vê sua vila, da qual tanto queria sair, ser destruída, ameaçando os planos que tinha para o futuro.
Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira. A operação não ocorre como o planejado e eles acabam se separando.
Escrito em 1978, A Memória Fértil foi o primeiro filme realizado por um diretor palestino dentro das fronteiras de Israel estabelecidas em 1967. Nem documentário nem ficção, o longa acompanha duas mulheres palestinas muito diferentes: Farah Hatoum, uma viúva que vive com os filhos e os netos, e Sahar Khalifeh, uma romancista da Cisjordânia. Michel Khleifi observa de perto o cotidiano de cada uma, revelando personalidades contrastantes. As opiniões e as rotinas distintas são decisivas para sublinhar a realidade que compartilham como palestinas sob o domínio israelense e enquanto mulheres em uma sociedade dominada por homens. No entanto, apesar desses contrastes, a mãe e a intelectual partilham a mesma luta por liberdade e dignidade.