Sinopse não disponível.
Gianluca Abbate
Você ainda se lembra de como, há muito tempo, treinamos nossos pensamentos? Na maioria das vezes, partimos de um sonho... Nos perguntamos como, na escuridão total, cores de tal intensidade poderiam emergir dentro de nós. Em voz baixa e suave, dizendo coisas maravilhosas, surpreendentes, profundas e precisas. Imagem e palavras como um sonho ruim escrito em uma noite tempestuosa. Sob os olhos ocidentais. Os paraísos perdidos. A guerra está aqui. Narrado pelo próprio Jean-Luc Godard, o longa mostra o mundo árabe e ocidental com imagens de diversas origens —filmes antigos, fotografias, imagens de arquivo e, por meio de uma linguagem que remete aos filmes de terror, retrata a violência da atualidade.
Jean-Luc Godard é o cinema, sua quintessência. Ao longo de sua carreira, ele dirigiu mais de 140 filmes. Nós o odiamos tanto quando o adoramos. De onde vem essa aura? De filmes lendários, mas também de Godard ele mesmo. Ele é tanto uma figura pública como um homem rodeado de mistérios. Esse retrato quer nos levar além dos clichês de um mito que às vezes se torna caricatural para encontrar um homem mais sentimental do que parece, um homem que vive sua arte, e às vezes é superado por ela. Porque, sim, Godard é humano. Não só uma máquina que pensa e cria imagens. Ele é carne, sangue, emoções.
Em março de 1895, os irmãos Louis e Auguste Lumière eternizaram-se na história ao capturarem as primeiras imagens em movimento no aparelho que haviam inventado: o cinematógrafo. Neste documentário são contempladas algumas de suas obras, os primeiros passos dados para o nascimento da sétima arte.