Situado no meio da Amazônia, a música do Estado do Pará é sinônimo de leveza e alegria. O filme recria este espírito, desenhando uma estrutura em encenações. Cada uma delas desvendará o universo onde surgiu a música paraense.
Jorane Castro
Self
Uma noite intimista entre amigos no bar Amarelinho, localizado na cinelândia.
Olinda Aparecida Guedes Brasil transformou sua casa num acervo de vidas conforme ela foi coletando roupas e objetos ao longo de doze anos. O brechó fica localizado nas bordas do centro de Florianópolis, uma região decadente da cidade. Uma construção antiga, com cômodos amplos e limpos, mas atravancados com os mais diversos itens. Dona Olinda é a extensão afetiva desse universo público, mas muito particular. Olinda pega do mundo o que o mundo dá e tece tudo isso em emendas de ouro, dando vida à impermanência das coisas.
Para este épico pessoal, Bressane pegou sua ópera omnia e a editou em uma ordem que primeiro segue a cronologia histórica, mas logo começa a retroceder e avançar. Os vários passados – anos 60, 80, 2000 – comentam-se de uma forma que lança luz sobre os temas e obsessões de Bressane, que se tornam cada vez mais aparentes e, finalmente, toda uma ideia de cinema se revela ao espectador curioso e paciente. Bressane irá, a partir de agora, retrabalhar A Longa Viagem do Ônibus Amarelo quando fizer outro filme? Este é o seu último começo? Por que não, pois o eternamente jovem mestre dissidente parece embarcar em uma viagem inaugural a cada novo filme!
Claudio anda pela cidade sem perceber que não está só.
Édipo era um jovem com problemas visuais e acaba ficando completamente cego. Ele tenta uma cura para sua cegueira que surgiu repentinamente e sem motivo aparente. Assim ele vai conhecer algumas pessoas que prometem curá-lo. Ele encontrará o misterioso Nero e sua história fica ainda mais trágica. E tudo isso vai passar na TV. A tragédia de Édipo se revela uma tragédia humana.
Documentário sobre a atriz brasileira Sandra Bréa.
Neste curta documental-experimental, Erich Ruy Alves explora as minúcias dos arredores no cotidiano de sua casa no interior. Experimentando com a linguagem, o curta explora as particularidades e simplicidades do ambiente rural e caseiro.
"Fulano de Tal" é um filme ensaio sobre Otoniel Santos Pereira, cineasta e jornalista que filmou com grandes nomes do cinema da boca do lixo brasileiro, das décadas de 60 e 70, como Andrea Tonacci e Rogério Sganzerla. Apesar de nunca ter finalizado seu longa metragem, seu trabalho como diretor de cinema inspirou a onda do cinema marginal, tendo realizado um dos primeiros filmes do movimento. Neste filme ensaio, é construída uma ponte entre a filmografia de Otoniel e as captações do presente, realizadas em super-8, reimaginando o mundo ficcional do cineasta através de um novo ponto de vista - transformando-o em um importante documento de preservação da história do cinema brasileiro.
O documentário busca resgatar a trajetória da nossa imprensa desde 1808, quando chegou clandestinamente ao Rio de Janeiro o “Correio Brasiliense”, editado em Londres, por Hipólito José da Costa e vai até 1986, ano da produção. O “Impressões” é o primeiro documentário que trata da história da imprensa.
Em algum lugar do litoral paulista, os adolescentes Lucas e Martin se apaixonam enquanto investigam o desaparecimento de um garoto local, mas seu romance é ameaçado por forças sinistras que se escondem por trás daquela paisagem idílica e veranil.
Um muro é construído, dividindo bem mais do que ricos e pobres.
Durante o processo de seleção para um filme, atores mostram a luta e o cansaço de quem se propõe a viver de Arte. Enquanto desfilam suas verdades, personagens ficcionais brincam com narrativas recorrentes do cotidiano do ator. Mas quem é apenas ator e quem é personagem?