Sinopse não disponível.
Patricia Travassos
Olinda Aparecida Guedes Brasil transformou sua casa num acervo de vidas conforme ela foi coletando roupas e objetos ao longo de doze anos. O brechó fica localizado nas bordas do centro de Florianópolis, uma região decadente da cidade. Uma construção antiga, com cômodos amplos e limpos, mas atravancados com os mais diversos itens. Dona Olinda é a extensão afetiva desse universo público, mas muito particular. Olinda pega do mundo o que o mundo dá e tece tudo isso em emendas de ouro, dando vida à impermanência das coisas.
Documentário sobre a atriz brasileira Sandra Bréa.
Para este épico pessoal, Bressane pegou sua ópera omnia e a editou em uma ordem que primeiro segue a cronologia histórica, mas logo começa a retroceder e avançar. Os vários passados – anos 60, 80, 2000 – comentam-se de uma forma que lança luz sobre os temas e obsessões de Bressane, que se tornam cada vez mais aparentes e, finalmente, toda uma ideia de cinema se revela ao espectador curioso e paciente. Bressane irá, a partir de agora, retrabalhar A Longa Viagem do Ônibus Amarelo quando fizer outro filme? Este é o seu último começo? Por que não, pois o eternamente jovem mestre dissidente parece embarcar em uma viagem inaugural a cada novo filme!
Édipo era um jovem com problemas visuais e acaba ficando completamente cego. Ele tenta uma cura para sua cegueira que surgiu repentinamente e sem motivo aparente. Assim ele vai conhecer algumas pessoas que prometem curá-lo. Ele encontrará o misterioso Nero e sua história fica ainda mais trágica. E tudo isso vai passar na TV. A tragédia de Édipo se revela uma tragédia humana.
Uma noite intimista entre amigos no bar Amarelinho, localizado na cinelândia.
Neste curta documental-experimental, Erich Ruy Alves explora as minúcias dos arredores no cotidiano de sua casa no interior. Experimentando com a linguagem, o curta explora as particularidades e simplicidades do ambiente rural e caseiro.
Um muro é construído, dividindo bem mais do que ricos e pobres.
O documentário busca resgatar a trajetória da nossa imprensa desde 1808, quando chegou clandestinamente ao Rio de Janeiro o “Correio Brasiliense”, editado em Londres, por Hipólito José da Costa e vai até 1986, ano da produção. O “Impressões” é o primeiro documentário que trata da história da imprensa.
"Fulano de Tal" é um filme ensaio sobre Otoniel Santos Pereira, cineasta e jornalista que filmou com grandes nomes do cinema da boca do lixo brasileiro, das décadas de 60 e 70, como Andrea Tonacci e Rogério Sganzerla. Apesar de nunca ter finalizado seu longa metragem, seu trabalho como diretor de cinema inspirou a onda do cinema marginal, tendo realizado um dos primeiros filmes do movimento. Neste filme ensaio, é construída uma ponte entre a filmografia de Otoniel e as captações do presente, realizadas em super-8, reimaginando o mundo ficcional do cineasta através de um novo ponto de vista - transformando-o em um importante documento de preservação da história do cinema brasileiro.
Com seu estilo explosivo, Glauber Rocha filma o funeral do artista plástico modernista Di Cavalcanti. Intercalando essas gravações com obras e memórias do pintor, o diretor discorre sobre uma série de assuntos artísticos, políticos e pessoais ao prestar um tributo ao amigo morto.
Situado no meio da Amazônia, a música do Estado do Pará é sinônimo de leveza e alegria. O filme recria este espírito, desenhando uma estrutura em encenações. Cada uma delas desvendará o universo onde surgiu a música paraense.
Durante o processo de seleção para um filme, atores mostram a luta e o cansaço de quem se propõe a viver de Arte. Enquanto desfilam suas verdades, personagens ficcionais brincam com narrativas recorrentes do cotidiano do ator. Mas quem é apenas ator e quem é personagem?
Em mais um dia de trabalho, pesquisadora alienígena visita um Rio de Janeiro pós-apocalíptico. Conhece cinco espaços, cinco histórias. É, não foi por falta de boas ideias que o mundo acabou. Um rasante poético sobre nossa trágica história recente.
A dublagem é algo presente no imaginário da maioria dos brasileiros, mas quantas pessoas conhecem a realidade do mercado de trabalho desses artistas? Para entender um pouco mais das décadas de luta da classe, fomos atrás de dubladores que contribuíram e ainda contribuem para a construção da categoria que existe hoje. A tecnologia, a transformação do mercado, a censura nas adaptações, as relações trabalhistas, o direito autoral usurpado e as contradições desses profissionais são refletidas ao longo do filme por quem viveu e vive a dublagem brasileira.
Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo, foi um dos maiores atores e comediantes do país. Órfão e neto de escravos, escapou da pobreza para forjar uma carreira que rompeu todas as barreiras imagináveis para um ator negro no Brasil, trabalhando com cineastas como Orson Welles, Joaquim Pedro de Andrade, Werner Herzog, Julio Bressane e Nelson Pereira dos Santos, entre tantos outros. Enquanto a mídia se aproveitava de suas polêmicas, Otelo moldou sua própria narrativa e discutiu o racismo que o assombrou por oito décadas, duas ditaduras e mais de cem filmes.