Ao acompanhar personagens em recuperação do alcoolismo ou uso abusivo de substâncias, é possível retratar a diversidade e suas contradições, além de expor um problema grave em nossa sociedade.
Guilherme Coelho
Ao olhar para o passado e para as constelações, um gesto profundamente humano se revela em sentimentos e afetos. As imagens das estrelas, no céu e na terra, refletem esses anseios telúricos.
Dionlenon está acostumado com a vida que leva ao lado da mãe, com quem mora na periferia de Macapá. Ele sai em busca de dois litros de açaí para almoçar, mas não conta com uma viagem tão distante assim do seu porto-seguro que é o seu mundo. Uma jornada de herói como todas as outras já contadas, mas a partir da realidade de uma periferia da região norte do Brasil. A predileção pelo açaí, mundialmente conhecido é o prato princial da mesa do amapaense, retratada de maneira cômica aqui nesta obra, é o grande motivador para tudo o que se segue na trama, destacando a enorme importância que o produto tem dentro da cultura local.
Jorge (Bukassa Kabengele) é um investigador particular que está em busca de informações sobre a morte de um jovem em Golinópolis, uma pequena cidade no interior do Goiás, cheia de moradores misteriosos. Uma mulher que nunca conheceu o atormenta em seus sonhos até que eles se encontram em uma mata mal assombrada. Neste momento, Jorge percebe que esta investigação misteriosa mudará sua vida para sempre.
Uma longa e cruel tempestade se aproxima. Ela sumiu. Em busca de pistas do paradeiro Dela, com a perspectiva de quem acaba de descobrir o mundo, Madu observa atentamente a cidade e suas relações de poder.
No futuro, em virtude da poluição radioativa da superfície da Terra, a população se vê obrigada a viver em abrigos nucleares subterrâneos, que continuam a utilizar a energia nuclear como fonte energética principal, o que contribui para o aumento desse tipo de poluição. Um grupo revolucionário prepara um movimento para a recuperação da superfície terrestre com o objetivo de que, num futuro distante, seus descendentes possam abandonar o abrigo nuclear subterrâneo e voltar a viver, como seus antepassados, sobre a superfície da Terra.